Recomendações de Acessibilidade

Nas áreas de engenharia e arquitetura, a acessibilidade tem sido cada vez mais uma preocupação entre os projetistas uma vez que visa a inclusão social de pessoas com necessidades especiais ou mobilidade reduzida. Abaixo, daremos algumas dicas de como adotar a acessibilidade para o seu projeto de acordo com a ABNT NBR 9050/2015.



A identificação visual de acessibilidade deve estar presente em todos os locais adaptados sejam eles edificações, mobiliários, espaços ou equipamentos urbanos por meio do Símbolo Internacional de Acesso – SIA, com os padrões de tamanhos e cores estabelecidos pela norma e o mesmo deve ser afixado em local visível ao público.


Os projetos de acessibilidade levam em consideração vários fatores que tornam a edificação acessível.



DIMENSÕES DE REFERÊNCIA

O módulo de referencia de projeção da cadeira de rodas com seu usuário é o espaço mínimo para a sua mobilidade e possui medidas de 0,80 x 1,20m. Essas dimensões devem ser usadas como referência em projetos, devendo-se considerar ainda o espaço demandado para movimentação, aproximação, transferências e rotação da cadeira de rodas.




VAGAS DE ESTACIONAMENTO

Os locais de acesso ao público devem possuir dois por cento do total de vagas de estacionamento reservadas para veículos que transporte pessoas portadoras de deficiência física sendo assegurada, no mínimo, uma vaga, e em locais próximos a entrada principal do estabelecimento. A vaga deve possuir sinalização vertical e horizontal de acordo com a ABNT NBR 9050/15 e recomenda-se ter dimensões de no mínimo 5,00x2,50m e ainda possuir um espaço adicional de 1,20m ligado a rota acessível da edificação.




DESNÍVEIS


Em se tratando de circulações verticais, deve-se garantir que qualquer pessoa possa se movimentar e acessar todos os níveis da edificação com autonomia e independência. Desníveis devem ser evitados em rotas acessíveis e quando superiores a 15 mm devem atender aos requisitos de rampas, conforme a norma. As rampas devem possuir largura mínima de 1,20m, com patamares no início e final de cada segmento de rampa com comprimento mínimo admitido de 1,20 m, no sentido do movimento. Devem possuir ainda, corrimãos instalados em ambos os lados, a 0,92 m e a 0,70 m do piso, prolongados paralelamente ao patamar, por pelo menos 30 cm nas extremidades, sem interferir nas as áreas de circulação.



Desníveis também podem ser vencidos por equipamentos eletromecânicos (elevadores). No projeto arquitetônico, deve ser definido o local onde será instalado o equipamento eletromecânico, com a especificação técnica e a indicação da rota acessível até o equipamento. O elevador deve ter acesso a todos os pavimentos e cabina com dimensões mínimas de 110 cm por 140 cm. A área em frente ao elevador deve ter uma forma que permita a inscrição de um círculo, com diâmetro mínimo de 1,50 m, para permitir a manobra de uma pessoa em cadeira de rodas.


ACESSOS


As portas também devem possuir características específicas para permitir o exercício de ir e vir dos cidadãos. Devem ter vão livre de no mínimo 80 cm e altura mínima de 210 cm, inclusive em portas com mais de uma folha. As maçanetas devem ser do tipo alavanca, instaladas entre 90 a 110 cm de altura em relação ao piso, para abertura com apenas um movimento.

SANITÁRIOS ACESSÍVEIS


As edificações devem possuir ainda, no mínimo cinco por cento do total de peças sanitárias acessíveis. Os sanitários devem estar localizados em rotas acessíveis, possuir área de manobra com rotação de 360°, porta com abertura para o lado externo e atender aos requisitos exigidos na norma no que diz respeito à instalação de barras de apoio, bacias sanitárias e lavatórios adequados. Acessórios como saboneteira, toalheiro, cabide, ducha e registro devem estar instalados em uma faixa de alcance confortável para pessoas com deficiência, entre 80 e 120 cm. A porta do sanitário acessível deve possuir puxador horizontal com 40 cm para facilitar o fechamento pelo usuário de cadeira de rodas.





Muitos detalhes construtivos são necessários para possibilitar autonomia das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, é dever do projetista prever todos os itens exigidos na ABNT NBR 9050/15 de modo a atender a toda a demanda populacional para o seu projeto.


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